Jogo Sujo

Garotinho e Rosinha são presos por suspeita de superfaturamento em obras de casas populares

Garotinho e Rosinha

Operação do MPRJ prendeu também o atual subsecretário de Desenvolvimento Social do estado do RJ, Sérgio dos Santos Barcelos, acusado de participar do esquema que envolvia pagamento de propinas em contratos entre a Prefeitura de Campos e a Odebrecht

Pela quarta vez, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi preso, juntamente com a esposa e ex-governadora Rosinha Matheus, na residência de ambos, na zona sul do Rio de Janeiro. Eles foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacaré, para prestar depoimento. O casal e outras três pessoas são suspeitos de participação em um esquema de superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos e a empreiteira Odebrecht. Segundo delações prestadas à força-tarefa da Lava Jato, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 60 milhões,

Um dos detidos durante a Operação Secretum Domus é o atual subsecretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do governo do estado do Rio, Sérgio dos Santos Barcelos, que foi nomeado para o cargo pelo governador Wilson Witzel em 19 de agosto. Até aquela data, era chefe de gabinete do deputado estadual Gil Vianna, do PSL.

O MP fluminense afirma que foram superfaturados contratos para a construção de cerca de 10 mil casas populares. Os programas Morar Feliz I e II foram tocados durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita, entre 2009 e 2016, e não foram concluídos.

Para o pagamento das propinas, afirmam os investigadores, a Odebrecht contava com um sofisticado esquema com um Setor de Operações Estruturadas. Planilhas extraídas do Sistema Drousys tinham o codinome do beneficiário direto dos valores, valor, data do pagamento e, em alguns casos, a obra relacionada, como por exemplo Casas Campos II.

“Ambos os editais de licitação continham cláusulas extremamente restritivas, o que evidenciava que o instrumento convocatório havia sido preparado para que a Odebrecht fosse a vencedora dos certames”, detalha nota do MP.

Em acordo de colaboração dentro da Operação Lava Jato, os denunciados Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior deram detalhes do esquema.

Com base nas delações, o MP diz ter constatado superfaturamento de R$ 29.197.561,07 no Morar Feliz I e de R$ 33.368.648,18 no Morar Feliz II. Somadas, as licitações ultrapassaram o valor de R$ 1 bilhão. O MPRJ também pediu o bloqueio de R$ 140 milhões da Construsan, contratada pela Odebrecht para a realização de parte das obras.

Fonte: MPRJ

Redação

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