Jogo Sujo

Juiz Marcelo Bretas se diz suspeito para julgar ação sobre desvios do governo Witzel

Bretas Witzel

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, alegou possuir relação pessoal com uma das partes do processo que julga as suspeitas de desvios de recursos da Saúde durante o governo Wilson Witzel. O magistrado, no entanto, não citou os nomes das pessoas com quem teria relacionamento. A juíza Caroline Vieira, então, passa a estar à frente da Operação Placebo na Justiça Federal do Rio.

“Todavia, por razões de foro íntimo, considerando minha relação pessoal com uma das partes até o ano de 2019, declaro-me suspeito para atuar neste feito e no correlato (…) Assim faço para que não pairem dúvidas acerca da isenção da jurisdição prestada por esta Justiça Federal”, escreveu o juiz Marcelo Bretas.

Após decisão do Superior Tribunal de Justiça, na semana passada, uma parte do processo foi enviada para a 7ª Vara Federal, onde Bretas é titular. Dos nove acusados, somente o processo contra o governador afastado ficou no STJ, pela prerrogativa de foro. Os outros oito  passaram a responder à Justiça Federal do Rio por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Os investigados negam as acusações..

São réus na ação a esposa do governador afastado, Helena Witzel (em liberdade); o ex-secretário Lucas Tristão, (preso); os empresários Mário Peixoto (prisão domiciliar) e Alessandro de Araújo Duarte (preso); Cassiano Luiz da Silva (preso); Juan Elias Neves de Paula (preso); João Marcos Borges Mattos (solto); e Gothardo Lopes Netto (domiciliar).

A defesa dos empresários Cassiano Luiz e Alessandro Duarte entraram com o pedido de revogação da prisão preventiva. Devido ao impasse na Justiça, não decide se o processo vai para a Vara Federal ou Estadual, o governador afastado Witzel e a mulher acabam sendo favorecidos, além do empresário João Marcos Borges Mattos. Eles permanecem em liberdade enquanto todos os demais estão presos.

Redação

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