Jogo Sujo

Justiça manda bloquear R$ 3,5 bilhões de sete réus investigados na 62ª fase da Lava Jato

A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 3,5 bilhões, em valores e bens, de sete réus investigados pela 62ª fase da Operação Lava Jato.

A ação integra a etapa que apurou envolvimento de executivos do Grupo Petrópolis em lavagem de dinheiro desviado de contratos públicos, especialmente da Petrobras, pela Odebrecht.

A decisão, da 13ª Vara Federal de Curitiba, foi informada pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta sexta-feira (05/06).

Os réus que tiveram bloqueio determinado são: Altair Roberto de Souza Toledo, Márcio Roberto Alves do Nascimento, Naede de Almeida, Roberto Luís Ramos Fontes Lopes, Vanusa Regina Faria, Weder Faria e Wladimir Teles de Oliveira.

Conforme o Ministério Público Federal, eles foram acusados de participação no grupo que é investigado por ações de lavagem de dinheiro para o Grupo Odebrecht, pagamentos ilegais de dinheiro desviado da Petrobras, além de pagamentos disfarçados de doações eleitorais que, segundo os procuradores, foram feitas pelo Grupo Petrópolis, por interesse do Grupo Odebrecht.

A Lava Jato também aponta que o Grupo Petrópolis recebeu dinheiro pago no exterior pela Odebrecht e que os envolvidos tenham simulado negócios jurídicos para acerto de contas entre o Grupo Petrópolis e o Grupo Odebrecht.

Ainda conforme as investigações, os envolvidos no esquema usaram programa de regularização cambial para tornar regular o dinheiro obtido em ações de corrupção e outros crimes.

Por meio de nota, os advogados Kakay e Ananda França, que defendem Naede de Almeida, afirmaram que ele é uma pessoa “absolutamente periférica neste processo e nada justifica ele ter sido denunciado”.

Disseram, ainda, que “não há sequer indícios que o comprometam de alguma maneira. A inclusão de seu nome no processo é um caso típico de abuso na acusação. Os valores bloqueados, se comparados com os tais bilhões, já evidenciam esta injustiça. O bloqueio foi de R$ 89.818 e já houve o desbloqueio de R$ 41.800, justamente por ser imprescindível à subsistência dele e de sua família”, completou.

Denúncia

O envolvimento dos réus no esquema foi denunciado em dezembro de 2019. A Justiça aceitou a denúncia, e eles se tornaram réus em fevereiro deste ano. Na ação, o proprietário do Grupo Petrópolis, Walter Faria e outras 22 pessoas, entre elas, agentes ligados ao Grupo Petrópolis e ao setor de operações estruturadas da Odebrecht. Do total de denunciados, 20 viraram réus no processo.

Foto: Divulgação

Redação

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