Jogo Sujo

Operação Carne Fraca: nova fase investiga corrupção de auditores fiscais agropecuários

Operação Carne Fraca

Os servidores teriam recebido dinheiro e vantagens por parte da BRF para liberar licenças. Polícia cumpre 68 mandados de busca e apreensão em nove estados

A Polícia Federal cumpre 68 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (1/10), no âmbito da Operação Carne Fraca, em nove estados do país. A quarta fase da operação, batizada de Romanos, investiga o pagamento de vantagens pela BRF a auditores fiscais agropecuários de vários estados para que atuassem em benefício da companhia. As investigações contaram com a colaboração da BRF, que apontou quais eram os auditores favorecidos. Segundo o Ministério Público Federal, 57 servidores eram pagos pela empresa.

Há buscas na União Avícola, no Mato Grosso, que teria sido usada pela BRF para repassar propina para fiscais agropecuários federais. A União Avícola pertence ao ex-prefeito de de Nova Marilândia (MT) e ex-senador Cidinho Santos (PR), suplente de Blairo Maggi. As buscas estão sendo realizadas em cidades de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

R$ 19 milhões em propina na forma de dinheiro ou de pagamento de planos de saúde para os servidores
Aproximadamente R$ 19 milhões foram destinados a pagamentos indevidos, conforme a PF. Os valores eram pagos em espécie, por meio do custeio de planos de saúde ou por contratos fictícios firmados com pessoas jurídicas que representavam o interesse dos fiscais. De acordo com a PF, as práticas ilegais ocorreram até 2017, quando foi realizada uma reestruturação internada no grupo.

Redação

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