Jogo Sujo

PF combate esquema de falsificação de documentos do Exército para venda de armas

PF

Uma quadrilha que falsificava documentos do Exército para facilitar a venda e o porte de armas é alvo de uma operação conduzida pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10/02). Mais de 100 policiais cumprem 27 mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense. A Operação Confessio ainda identificou  “declarações de próprio punho” de  compradores, “afirmando estar sem o documento essencial ao recebimento do armamento” e “plenamente conscientes de que isso configura crime”.

Os criminosos falsificam Certificados de Registro de Armas de Fogo (Crafs), Guias de Tráfego, Certificados de Registro (CRs) e Requerimentos para Aquisição de Arma de Fogo e Acessório. Tais documentos são obrigatórios para quem deseja comprar ou possuir armas. A expedição das licenças depende de avaliações psicológicas e testes de capacidade técnica.

A PF disse ainda ter encontrado “declarações de próprio punho” de compradores “afirmando estar sem o documento essencial ao recebimento do armamento” e “plenamente conscientes de que isso configura crime”. Os investigados podem responder pelos crimes de falsificação de documento público federal, uso de documento falso, comércio ilegal de arma de fogo e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Um levantamento mostrou que, em 2020, o Exército fiscalizou apenas 2,3% dos arsenais privados do país. Integram o arsenal privado as armas que estão nas mãos de caçadores, atiradores e colecionadores, lojas e clubes de tiro. Decretos presidenciais atribuem às Forças Armadas o dever de monitorar o armamento registrado por pessoas ou estabelecimentos. O Exército deveria ter inspecionado 311.908 endereços em todo o país ao longo de 2020, mas o fez somente em 7.234 Q locais.

Redação

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