Jogo Sujo

STJ nega liberdade a Rafael Alves, apontado como o chefe do QG da Propina

Rafael Alves e Marcelo Crivella

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, rejeitou o pedido de liberdade feito pela defesa do empresário Rafael Alves, apontando como o líder do chamado QG da Propina. O suposto esquema de corrupção existente na Prefeitura do Rio de Janeiro levou à prisão do prefeito Marcelo Crivella e outros suspeitos no dia 22 de dezembro.

No entanto, o STJ concedeu prisão domiciliar a outros dois presos, além de Crivella. Foram para casa com tornezeleira eletrônica o empresário Adenor Gonçalves dos Santos e o ex-tesoureiro da campanha de Marcelo Crivella, Mauro Macedo. Assim como o prefeito afastado, eles estão sujeitos a uma série de restrições, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica, a apreensão de computadores e celulares e a proibição de contato com terceiros e de sair de casa sem autorização.

Adenor e Mauro alegaram que integram o grupo de risco para a Covid-19 em razão da idade avançada e de doenças preexistentes no pedido de prisão domiciliar. A solicitação sfoi baseada na recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) relativa às prisões cautelares em meio à pandemia.

Acusado de envolvimento no esquema, ex-delegado tem pedido de prisão domiliciar negado pelo STJ

Já o ex-delegado José Fernando Moraes Alves teve a solicitação de prisão domiciliar negada. O ministro Humberto Martins julgou não haver “seu inequívoco enquadramento no grupo de vulneráveis à covid-19”. As decisões provisórias do presidente do STJ vigoram até que o relator original do caso, o ministro Antonio Saldanha, volte a analisar o mérito dos pedidos.

A Operação Hades, do Ministério Público do Rio de Janeiro, apura crimes como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação envolvendo contratos municipais na gestão de Crivella.

Redação

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