Jogo Sujo

TCE pede devolução de R$ 21 milhões a ex-secretários de Esportes e a organizações sociais

Marco Antonio Cabral

Várias unidades do Projeto Esporte RJ, criado pelo então secretário Marco Antônio Cabral durante o governo Pezão, não saíram do papel, apontam auditores

Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) encontrou uma série de irregularidades no Projeto Esporte RJ, que previa atividades gratuitas de esporte e lazer, com quadras e piscinas, para idosos, jovens e crianças em diversas áreas do estado. O projeto foi realizado pelo governo de Luiz Fernando Pezão, quando à frente da Secretaria de Esportes e Lazer estava o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

Entre as irregularidades encontradas, estão a liberação de repasses pelo governo e a renovação de contratos com as duas organizações sociais contratadas sem a comprovação de que as metas estipuladas tinham sido cumpridas. Os auditores analisaram dois contratos assinados pela Secretaria de Esportes em 2015 e 2016. Dos 400 núcleos de lazer previstos, vários foram encontrados sem atividades, enquanto outros sequer existiam. Para o subsecretário de controle social do TCE  Jorge Eduardo Salles, os relatórios tinham erros grosseiros, que pareciam claramente copiados e colados.

As duas organizações sociais contratadas (Só Lazer e Ecos) receberam quase R$ 24 milhões no total. O prejuízo aos cofres públicos foram calculados pelo TCE-RJ em R$ 21 milhões. O Tribunal requer o ressarcimento do montante aos ex-secretários de Esportes Marco Antônio Cabral, Thiago Pampolha e José Ricardo Brito, à Ecos e à Só Lazer, e a dois servidores que ainda atuam na Secretaria como ordenador de despesas e diretora de prestação de contas. O ex-secretário Marco Antonio Cabral negou  as acusações e disse que o Projeto Esporte RJ foi um “sucesso”.

Redação

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