Jogo Sujo

Econorte pagava propina a agentes públicos para manter concessões no Paraná

Econorte pedágio

A Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra representantes da concessionária Econorte pela prática dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. As ilegalidades teriam sido cometidas para manter contratos de concessão de pedágios no estado do Paraná. Um dos réus é o ex-diretor-presidente da concessionária, Hélio Ogama.

De acordo a denúncia, dinheiro em espécie teria sido entregue pela empresa LL Systems- Comunicação e Dados LTDA, em favor da concessionária Econorte, por meio de contratos parcialmente fictícios e da emissão de notas falsas. O dinheiro tinha como finalidade o pagamento de propina a agentes públicos e políticos do Paraná, pela  Econorte. O objetivo do pagamento da propina era manter os contratos de concessão de pedágios.

O montante, R$ 516.911,89, foi entregue pessoalmente, e em diversas prestações, aos funcionários da Econorte. Um dos colaboradores acabou confessando as práticas ilegais, que aconteceram entre 2013 e 2015. O MPF pediu a condenação dos seis réus com prisão, bloqueio de bens e pagamento de multa de, no mínimo, R$ 516 mil reais.

Dois dos seis acusados já firmaram acordo de colaboração premiada: Hélio Ogama e Hugo Ono, ex-diretor-presidente e ex-controler da Econorte, respectivamente. Também são réus João Marafon Júnior e Daniel Ramos Victorino, advogado e diretor-financeiro da Econorte, respectivamente. Os outros dois réus são donos da LL Systems, Luiz Eduardo Ângelo e Florinda Aparecida Fabian Ângelo.

A denúncia foi feita no âmbito da Operação Integração, um braço da Lava Jato no Paraná que investiga o esquema de corrupção relacionado aos contratos de concessão de rodovias federais no estado, denominado “Anel de Integração”. Ao longo de dois  anos, três concessionárias fizeram acordo de leniência com o MPF: a Rodonorte, a Ecovia e a Ecocataratas.

Redação

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