Jogo Sujo

Ex-prefeito de Saquarema e dirigentes do voleibol são investigados por fraude milionária

ex-prefeito de Saquarema Antonio Peres Alves,

Ex-dirigentes da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e o ex-prefeito de Saquarema (RJ), Antonio Peres Alves, são alvos da Operação Desmico, que combate fraudes tributárias milionária na cidade localizada na Região dos Lagos. O irmão do ex-prefeito, Antonio Cesar Alves, um dos investigados, foi preso em flagrante por posse de arma. O ex-presidente da CBV e atual presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça Filho, está entre os suspeitos.

Os investigadores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil descobriram a existência de mais de mil empresas-fantasma que usufruíam de benefícios fiscais ilegais concedidos pelo então prefeito, que decretava leis complementares. Em dois pequenos escritórios da cidade de Saquarema, funcionavam as empresas-fantasma.

O envolvimento da CBV está no fato de que as empresas recebiam valores da entidade para prestar serviços nunca foram realizados. As Leis Complementares 16/2004, 17/2005 e 20/2007, editadas durante o mandato de Antonio Peres (2000/2008), concediam benefícios fiscais abaixo do piso previsto na Constituição. Para o Gaeco, o fato fomentou a criação de várias empresas fantasmas em Saquarema, promovendo um “aumento exponencial e irregular da arrecadação no município”.

O ex-presidente da CBV Ary Graça Filho, manejava o patrocínio do Banco do Brasil em favor próprio e do grupo criminoso, afirma o Gaeco.

“Desta forma, apesar de possuir sede na capital, a CBV celebrou contratos que não foram devidamente executados com empresas estabelecidas em Saquarema por meio do esquema ilegal de fraudes tributárias, de propriedade dos denunciados Fábio André Dias Azevedo e Marcos Antonio Pina Barbosa, então superintendentes da CBV e subordinados a Ary”, comunicou o MPRJ.

A 1ª Vara de Saquarema expediu 20 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou também o bloqueio de R$ 52 milhões dos envolvidos. O irmão do ex-prefeito, Antonio Cesar Alves, é sócio da empresa de contabilidade Transit assessoria Contábil, que prestava serviços a outras empresas envolvidas no esquema e à CBV. A função seria a de fazer a lavagem de dinheiro ilícito obtido com as fraudes.

Em nota, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) afirmou que “a atual gestão da confederação cooperará integralmente com a investigação e, se forem comprovados prejuízos financeiros à CBV, tomará todas as medidas necessárias para que estes valores sejam integralmente ressarcidos à comunidade do voleibol”.

Redação

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