Jogo Sujo

Grupo desviou R$ 93 mil de recursos para deficientes físicos em Araxá (MG)

Prefeitura de Araxá

A Polícia Civil concluiu uma investigação que apurou desvios de recursos públicos por meio da Associação de Assistência à Pessoa com Deficiência de Araxá (MG). Oito pessoas foram indiciadas por lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato. Pessoas ligadas à associação receberam recursos públicos destinados a projetos para cidadãos com deficiência física. Duas empresas, que atuavam no segmento de transportes, emitiram notas ideologicamente falsas. Os investigadores constaram o desvio de R$ 93.200 em recursos públicos.

A Associação de Assistência à Pessoa com Deficiência de Araxá (Fada) apresentava projetos à Prefeitura do município mineiro e recebia recursos para a execução dos tais projetos por meio do Fundo Municipal do Idoso. O dinheiro era depositado na conta da entidade. No entanto, duas empresas que também recebiam os recursos apareceram no processo como se fossem prestadoras de serviços e emitiam notas falsas.

“Esses recursos não ingressavam no caixa da entidade em si e eram devolvidos diretamente para pessoas que atuavam na entidade. Ou seja, os valores dos recursos públicos eram depositados para a entidade e ela simulava que havia uma prestação de serviços dessas empresas. A entidade então pagava esses empresários que recebiam esses recursos em caixa e depois essas empresas devolviam, por meio cheques para essas pessoas que atuavam na entidade”, explicou a Polícia Civil.

A investigação é um desdobramento da Operação “Malebolge”, que teve início em agosto de 2020. A força-tarefa desarticulou esquemas que fraudavam contratos entre a Prefeitura de Araxá e empresários do ramo de transporte escolar. Os envolvidos também tiveram seus bens bloqueados em 10 vezes o valor do desvio, totalizando quase R$ 1 milhão.

Redação

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