Jogo Sujo

Ministro Salles é alvo da PF por suspeita de corrupção em exportação ilegal de madeira

Ricardo Salles

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, são alvos da Operação Akuanduba, que investiga a exportação ilegal de madeira para Estados Unidos e Europa. A Polícia Federal suspeita de crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando praticados por agentes públicos e empresários do setor madeireiro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a realização de 35 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Pará e São Paulo, assim como a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ministro Salles. Foi também determinado o afastamento preventivo de Bim do comando do Ibama e de 10 agentes públicos que ocupavam cargos e funções de confiança no Ibama e no próprio Ministério.

O STF também suspendeu de forma imediata a aplicação de um despacho suspeito de estar no centro das práticas de corrupção. O Despacho nº 736900/2020, emitido em fevereiro, permitiu a exportação de produtos florestais sem a necessidade de emissão de autorizações de exportação.

“Estima-se que o referido despacho, elaborado a pedido de empresas que tiveram cargas não licenciadas apreendidas nos EUA e Europa, resultou na regularização de mais de 8 mil cargas de madeira exportadas ilegalmente entre os anos de 2019 e 2020”, comunicou a Polícia Federal.

O nome da operação, Akuanduba, é inspirado na divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o Pará. Segundo a lenda, em caso de excesso de desobediência, Akuanduba toca uma flauta, restabelecendo a ordem.

 

 

Redação

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