Jogo Sujo

Novo alvo da Lava Jato: funcionários do Banco do Brasil

66a fase da Lava Jato

Mandados de busca e apreensão são cumpridos em SP e RN contra gerentes acusados de facilitar pagamento de suborno em espécie a agentes públicos em troca de comissões. Investigados também teriam burlado o Coaf

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (27/9) a Operação Alerta Mínimo, a 66ª Fase da Lava Jato, que tem como alvo das investigações doleiros e funcionários de instituição financeira “que teriam atuado em benefício de empresas que contratavam com a Petrobras e necessitavam de dinheiro em espécie para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos”. A instituição financeira é o Banco do Brasil. Os policiais federais cumprem desde as primeiras horas da manhã sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba na cidade de São Paulo e um em Natal (RN), nas casas dos funcionários e em uma agência de câmbio. Não há buscas em agência ou sede do Banco do Brasil.

Os gerentes alvos das buscas são Alexandre de Melo Canizella, Alexandre Goebel e Wagner Lezza, vinculados a três agências do Banco do Brasil em São Paulo. O ex-gerente é José Aparecido Eiras. Além disso, os procuradores citaram nomes de vários doleiros que estariam envolvidos, como Roberto Trombeta, Rodrigo Morales, Silvio Preto, Nelma Kodama e Raul Henrique Srour.

Delação indica que doleiro teria conseguido R$ 110 milhões em dinheiro
De acordo com a PF, documentos obtidos durante a investigação, trazidos por colaboradores, indicaram que um doleiro teria sido responsável por conseguir pelo menos R$ 110 milhões, em dinheiro, para permitir o pagamento de propinas. Segundo o MPF, três gerentes e de um ex-gerente que teriam facilitado “centenas de operações de lavagem de dinheiro entre 2011 e 2014”.

“A produção de dinheiro em espécie neste caso envolvia trocas de cheques obtidos junto ao comércio da grande São Paulo e abertura de contas sem documentação necessária ou com falsificação de assinaturas em nome de empresas do ramo imobiliário”, diz a nota. A participação de gerentes de agências bancárias consistia em dar suporte às operações de desconto de cheques e elaborar justificativas internas a fim de evitar fiscalizações e ações de compliance da instituição financeira. Em troca disso, os funcionários das agências recebiam comissões dos operadores e conseguiam vender produtos da agência para atingir metas, sustenta a PF.

Fonte: Agência Brasil

Redação

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