Jogo Sujo

Operação Appius mira empreiteira Camargo Corrêa

Delação de Antonio Palocci

A investigação tem como base a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a Operação Appius para investigar o pagamento de supostas propinas pela empreiteira Camargo Corrêa a agentes públicos com o objetivo de anular a Operação Castelo de Areia, desencadeada em 2009. Os quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e em Fortaleza. Endereços ligados à empreiteira foram alvos da ação.

A investigação tem como base a delação premiada de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil durante os governos petistas, e apura os crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e ocultação de ativos.

“Lugar de Palocci é na cadeia”, afirma advogado da construtora
No acordo de Palocci com a PF, foram envolvidos 12 políticos e 16 empreiteiras em transações supostamente criminosas. O ex-ministro afirmou que a empreiteira teria repassado R$ 50 milhões em propinas para que o governo petista viabilizasse a anulação da Operação Castelo de Areia, em 2009.

O criminalista Celso Vilardi, que representa a Camargo Corrêa, reagiu à operação:
“A partir de agora, de forma incansável, comprovaremos a mentira e exigiremos um processo contra o sr. Palocci por denunciação caluniosa e o retorno dele à prisão, que é o seu lugar”, afirmou Vilardi.

Para o ex-presidente do STJ Cesar Asfor, Palocci é “delinquente”
Embora tenham sido divulgado que o escritório do ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha também foi alvo de busca e apreensão, o Conselho Federal da OAB negou a informação.

A assessoria de Cesar Asfor Rocha divulgou a seguinte nota:
“Não é verdade que o escritório Cesar Asfor Rocha Advogados tenha sido alvo de busca e apreensão, como se divulgou. Palocci dissemina mentiras com base no que diz ter ouvido falar. Por falta de consistência e provas, essa mesma “delação” foi recusada pelo Ministério Público Federal. Pelas falsidades, agora repetidas, o ex-ministro Cesar Asfor Rocha registrará notícia-crime na Procuradoria-Geral da República e moverá ação penal contra o delinquente, além de ações cíveis por danos causados à sua imagem e à do escritório”.

Redação

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