Jogo Sujo

Operação Mandarim investiga empresários chineses que teriam sonegado R$ 10 milhões em impostos em Minas Gerais

Operação Mandarim

Na casa de um deles, fiscais encontraram R$ 500 mil em espécie. Acusações envolvem ausência de nota fiscal, uso de depósito clandestino, falta de certificação do Inmetro e concorrência desleal

Uma força-tarefa formada por servidores da Receita Estadual,  técnicos do Ministério Público e policiais militares cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Montes Claros (MG) na última quinta-feira (16/01). A Operação Mandarim tem como alvo três empresários chineses que atuam no município. Segundo as investigações, há fortes indícios de que os investigados estejam comercializando mercadorias, como eletrodomésticos, eletrônicos e brinquedos, sem a documentação fiscal exigida. Os produtos chegam de outros estados e são vendidos em shoppings populares e pequenas lojas.

De acordo com os primeiros levantamentos, apesar de possuir empresas cadastradas, o trio mantém a maior parte das mercadorias estocada em depósitos clandestinos. A estratégia adotada tem sido transferir os produtos para as lojas em lotes, sempre usando a mesma nota fiscal, de modo a criar uma aparência de legalidade, em caso de eventual fiscalização.

As investigações também revelam que os três empresários usam transportes alternativos para enviar produtos para outras cidades da região. A suspeita é que, num período de três anos, o trio tenha comercializado cerca de R$ 56 milhões de mercadorias sem nota fiscal, o que representa uma sonegação que já gerou um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres públicos do Estado.

Delitos vão de crimes contra a ordem tributária à concorrência desleal

Operação Mandarim
Meio milhão de reais em espécie encontrado no cofre da casa de um dos empresários

Além de configurar crime contra a ordem tributária, a atividade irregular causa outro prejuízo: a concorrência desleal, que interfere diretamente no faturamento das empresas cumpridoras de seus deveres.

“Sem dúvida, esse tipo de atividade ilegal precisa ser combatido, pois põe em risco a sobrevivência das empresas sérias que geram recursos para o município e emprego e renda para os cidadãos”, analisa Gilmar Barbosa, delegado fiscal da Receita Estadual, acrescentando que as mercadorias não apresentavam certificação do Inmetro e que os clientes não teriam seus direitos de consumidor garantidos em caso de defeito do produto.

Os dez mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas residências dos suspeitos, em três lojas e em quatro depósitos clandestinos descobertos pela força-tarefa. Na casa de um dos empresários, foram encontrados, dentro de um cofre, R$ 500 mil em espécie.

 

Redação

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4 Comentários

  • Essa Operação Mandarim é extraordinária. Vai prender esses vagabundos que sonegam impostos. Gosto muito do governador Romeu Zema, que tirou aquela corja do PT de Minas Gerais. Aqueles gafanhotos, se ainda estivessem no poder, estariam fazendo vista grossa para a sonegação. Viva o Zema, homem de brio e um grande empresário. Espero que a mesma operação venha para o Rio. Aqui o governador Witzel não dá moleza para os corruptos. Aliás, parabéns para os editores do blog. Muito bem feito. Continuem firmes no combate à corrupção!