Jogo Sujo

Operação Matrioska combate desvios de verbas do Fundeb no Ceará

Polícia Federal

A Operação Matrioska, da Polícia Federal, combate um esquema de fraude em licitações e lavagem de dinheiro, envolvendo recursos públicos federais.  Os crimes teriam ocorrido no período de 2013 a 2020, na região de Russas (CE).  Também há indícios de participação de empresários, políticos, servidores públicos e laranjas. Cerca de 140 policiais federais e dez auditores da Controladoria-Geral da União cumpriram 30 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Icapuí, Cascavel e Russas (CE), Caçapava do Sul (RS) e Brasília (DF). A Justiça bloqueou valores de origem ilícita das contas dos investigados.

As investigações começaram em 2017, no âmbito da Operação Hora do Lanche, deflagrada em 2015. A PF e a CGU identificaram indícios do esquema criminoso para fraudar ou direcionar licitações em Russas (CE). Os recursos eram provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Empresas de fachada, laranjas e interpostos financeiros foram utilizados no esquema. Alguns servidores públicos e políticos se beneficiavam da corrupção. Os indiciados podem responder pelos crimes de fraude em licitações, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa.

As sete empresas envolvidas atuam nos setores da construção civil, contabilidade, turismo e assessoria educacional. Uma das empresas possuía um vínculo financeiro com a cunhada de um ex-prefeito do município. A Polícia Federal ainda não divulgou os nomes dos investigados.

O nome da operação, matrioska, é uma alusão às bonecas russas. A palavra remete à complexidade da teia criminosa investigada pela Polícia Federal. As investigações continuam, com análise do material apreendido durante as buscas.

Redação

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