Jogo Sujo

OS da área de saúde é alvo de operação da PF em Mato Grosso do Sul

Uma operação realizada na manhã de hoje (4/8) pela CGU (Controladoria-Geral da União), Receita Federal e Polícia Federal desarticula uma organização social (OS) que atua na gestão hospitalar no Mato Grosso do Sul. A OS é suspeita de práticas de falsificação de documentos, dispensa irregular de licitação, peculato e organização criminosa.

As investigações começaram a partir de uma auditoria de avaliação da gestão terceirizada do Hospital Regional Dr. José Simone Netto, em Ponta Porã (MS), em 2017. Na época, o hospital era administrado pela organização Instituto Gerir. A auditoria constatou irregularidades em diversas contratações realizadas pela OS entre agosto de 2016 e julho de 2017. O inquérito policial foi instaurado em fevereiro de 2019.

O Instituto Gerir firmou, em agosto de 2016, um contrato de gestão com o governo do estado do Mato Grosso do Sul. A OS recebeu altos valores para gerenciar o Hospital Regional de Ponta Porã (MS). Os recursos destinados à saúde  foram desviados para as empresas vinculadas aos próprios dirigentes da organização social, que passou a administrar diversas unidades de saúde do país, com faturamento de quase 1 bilhão de reais entre 2014 e 2019. O Instituto Gerir foi criado em Goiânia (GO) e administava o maior hospital daquele estado.

A operação cumpriu 34 mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, Goiânia (GO), Brasília (DF) e Campo Grande (MS), além do sequestro de bens, direitos e valores. Foram alvos os gestores da organização social que, à época, administrava o Hospital Regional de Ponta Porã (MS), as empresas que receberam irregularmente valores financeiros e seus sócios-administradores, além de dois contadores e seus escritórios de contabilidade, também são alvos das medidas cautelares.

 

 

 

Redação

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