Jogo Sujo

Operação no Detran-BA investiga fraudes em contratos com fundação de direito privado

Detran BA

A Coordenação de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil da Bahia deflagrou no estado a Operação Mão Dupla, que cumpriu mandados de busca e apreensão no Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA), em empresas privadas e fundações de direito privado.  A investigação aponta que as fraudes em contratos assinados entre 2012 e 2019 pelo Detran-BA e a fundação de direito privado de Salvador geraram um prejuízo estimado em R$ 19 milhões.

A força-tarefa é consequência de um inquérito que apura fraudes entre o Detran, por meio da Escola Pública de Trânsito e a fundação, com a participação de ex-dirigentes e agentes públicos do Detran-BA. De acordo com a investigação, ilegalidades no processo licitatório e na execução do contrato provocaram um prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 19 milhões. Há indícios de lavagem de dinheiro.

Os desvios foram denunciados pelo atual superintendente da Fundação Instituto Miguel Calmon de Estudos Sociais e Econômicos (Imic), Marcos Cidreira. Ele afirma que se deparou com “desvios vultosos de verbas do governo do estado, via Detran, que deveriam ser usadas para fazer cursos”.

“Foram feitos contratos fraudulentos e desvios de verba do Detran, então o Imic, com toda sua diretoria e conselho, ao perceber essas irregularidades na administração anterior, resolveu, por unanimidade, comunicar ao governador Rui Costa através do procurador-geral do Estado, Paulo Moreno, e oficializar a denúncia de desvios”, revelou à imprensa Cidreira.

A entidade encaminhou a denúncia à promotora Rita Tourinho, do Ministério Público da Bahia, ao Departamento de Repressão e Combate ao Crime (Draco), ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e à própria Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Por consequência, o superintendente lembra que o então presidente do Detran-BA foi demitido.

Redação

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