Jogo Sujo

Pezão e empresários são alvo de operação que investiga lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do RJ iniciou nesta sexta-feira (29/05) a Operação Cerco. Entre os alvos estão o ex-governador Luiz Fernando Pezão e empresários. Todos são investigados desde a Lava Jato, em 2018.

A força-tarefa afirma ter encontrado uma grande movimentação de dinheiro em nove empresas que pertencem aos investigados sem que elas tivessem capacidade financeira para isso. Os investigados integraram o consórcio que ganhou a instalação da iluminação no Arco Metropolitano. As empresas do grupo também são suspeitas de fraudar pregões em diversas secretarias do estado para fornecimento de resmas de folhas de papel.

Pezão tem contra si, nesta sexta, um dos 26 mandados de busca e apreensão. O ex-governador, solto desde dezembro do ano passado, depôs em casa, em Piraí. Os policiais querem saber sobre as relações do ex-governador com os empresários e com as empresas investigadas.

Empresários presos

A Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio emitiu ainda quatro mandados de prisão contra empresários. Foram presos César Augusto Craveiro e Alexandre Resende Barboza. A polícia procurava ainda por Sérgio Benincá e Luis Fernando Craveiro.

Os irmãos Craveiro já tinham sido presos na Operação Boca de Lobo, de novembro de 2018 — quando Pezão também foi preso —, mas respondiam em liberdade.

A Justiça determinou também o bloqueio de R$ 241 milhões das empresas suspeitas.

Advogado de Pezão, Flávio Mirza afirmou tratar-se “de notório constrangimento ilegal”.

“Os mesmos fatos estão sob escrutínio da Justiça Federal. Além disso, o ex-governador está afastado da vida pública, cumpre prisão domiciliar, sem contato com ninguém, e não mantém (e nem nunca manteve) relação de proximidade com os referidos empresários”, afirmou.

“Como se não bastasse, é sexagenário, diabético e teve um câncer recentemente, ou seja, é absurdo que coloquem sua vida em risco dessa forma”, emendou.

Participam da operação equipes do Departamento de Combate à Corrupção ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, e da Delegacia Fazendárias, da Secretaria de Polícia Civil do RJ e do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do Ministério Público estadual.

Foto: Reprodução de TV

Redação

Redação

Comentar