Jogo Sujo

Presidente do CNI e diretor do Sesi são acusados de desviar verbas do Ministério do Turismo em Alagoas

MPF Alagoas

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou oito pessoas por fraudarem verbas federais oriundas de convênios firmados pelo Ministério do Turismo e pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) com entidades e empresas para promoção de eventos culturais no estado de Alagoas. Os denunciados são acusados de desviar R$ 2,2 milhões do projeto Relix Alagoas 2016. O caso está sob responsabilidade da procuradora da República Silvia Regina Pontes Lopes.

São acusados do crime de peculato o presidente da Confederação Nacional da Indústrica (CNI) e diretor do Departamento Nacional do Sesi , Robson Braga de Andrade, e o diretor Regional do Sesi em Alagoas, José Carlos Lyra de Andrade. Os outros denunciados são os diretores do Instituto Origami, Hebron Costa Cruz de Oliveira e Romero Neves Silveira Souza Filho; os administradores da Aliança Comunicação e Cultura, Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva e Lina Rosa Gomes Vieira da Silva; o administrador da Alto Impacto Entretenimento, Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva, bem o então secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, Sérgio Luís de Carvalho Xavier, que também é empresário.

Denúncias surgiram a partir da Operação Fantoche, iniciada em 2019

As denúncias foram feitas no âmbido da Operação Fantoche, deflagrada em fevereiro de 2019 a partir de um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) que  identificaram o uso de empresas de “fachada” e a realização de pagamentos por serviços não prestados para desviar a verba federal.

O Relix AL promovia a realização de atividades culturais, educativas, tecnológicas e interativas para discutir os problemas gerados pelo lixo e as possíveis soluções. Porém, parte dos recursos destinados ao projeto foi revertida em proveito dos administradores das entidades Aliança Comunicação, Instituto Origami e Alto Impacto Entretenimento. De acordo com os investigadores, R$ 1,4 milhão foram desviados em benefício dos sócios da Aliança Comunicação; R$ 411 mil, para o sócio da Alto Impacto Entretenimento; R$ 194 mil para o sócio da empresa da Interjornal.Com, Sérgio Luís de Carvalho Xavier, e R$ 19,6 mil para os dirigentes do Instituto Origami.

A pena para cada um dos denunciados pode chegar a 12 anos de prisão. A procuradora da República também pede a perda de eventual  função pública exercida pelos acusados e a perda dos bens obtidos em decorrência da prática criminosa, além da reparação dos danos causados aos cofres públicos.

Redação

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