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Reforma do Estádio Mané Garrincha: Justiça bloqueia R$ 172 milhões em bens de servidores, engenheiros e empresários

Estádio Mané Garrincha

Em delação premiada, Andrade Gutierrez revelou à Justiça pagamento de suborno para a execução da reforma mais cara para a Copa de 2014

A Justiça bloqueou R$ 172,3 milhões dos acusados de fraude na reforma e construção do Estádio Nacional de Brasília. Os acusados são os servidores públicos Maruska Lima de Sousa Holanda e Nilson Martorelli, os engenheiros civis Alberto Nolli Teixeira e Pedro Afonso de Oliveira Almeida, e o sócio-administrador da construtora Via Engenharia, Fernando Márcio Queiroz. O prejuízo aos cofres públicos é calculado em  pelo menos R$ 47 milhões.

De acordo com a denúncia, a licitação da arena foi direcionada e prorrogada, em troca de pagamento de propina. A segunda ação de improbidade ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apura as irregularidades. O Ministério Público tomou conhecimento da fraude em janeiro de 2016, quando a Andrade Gutierrez, que formava o consórcio público juntamente com a Via Engenharia, resolveu celebrar acordo de leniência. Em colaboração premiada, a construtora revelou as práticas ilícitas que cometeram e que envolvem os os atuais mencionados.

A obra foi contratada inicialmente por R$ 696.648.486, mas, após 25 termos aditivos, o valor final alcançou R$ 1.184.874.854, com acréscimos que representaram 70% superiores à estimativa inicial, tornando o empreendimento “o mais caro entre os estádios construídos para aquele mundial de futebol”, declarou o juiz Paulo Afonso Carmona.
Ainda cabe recurso da decisão.
Redação

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