Jogo Sujo

Deputado que quebrou placa de Marielle Franco é acusado de ter sido funcionário fantasma em Mesquita

Rodrigo Amorim

Rodrigo Amorim (PSL), deputado mais votado da Alerj, é alvo de ação da Procuradoria Geral de Mesquita por receber salário sem comparecer ao trabalho nas subsecretarias de Governo e Planejamento entre 2014 e 2016

Rodrigo Amorim (PSL), o deputado estadual mais votado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2018, com 140 mil votos, é alvo de ação da Procuradoria Geral de Mesquita, na Baixada Fluminense, suspeito de ter sido funcionário fantasma da Prefeitura daquele município. O Ministério Público se manifestou favorável à ação.

Segundo a acusação, entre abril de 2014 e março de 2016, ele passou pelas subsecretarias municipais de Governo e de Planejamento, porém, sem jamais ter trabalhado por lá e recebendo um total de R$ 82.105. A cidade tem o pior PIB per capita de todo o estado, segundo dados do IBGE.

A ação pede que a Justiça bloqueie R$ 82 mil do atual deputado, em decisão liminar. A Justiça do Rio intimou o deputado a se defender antes de decidir se aceita ou não a denúncia.A juíza Romanza Roberta Neme quer que a defesa do parlamentar seja ouvida antes de decidir ou não pelo bloqueio dos valores.

Dez servidores das Secretarias municipais onde Amorim deveria dar expediente disseram que jamais o viram por lá. Enquanto supostamente trabalhava no município de Mesquita, o atual deputado também era funcionário da Câmara Municipal do Rio. A Procuradoria de Mesquita afirma que ele não poderia acumular os dois cargos. Na época em que era contratado como funcionário comissionado em Teresópolis, ele também dava expediente simultaneamente em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense – cidades separadas por 98 quilômetros.

“O ex-servidor Rodrigo Martins Pires de Amorim deliberadamente omitiu da administração de Mesquita o fato de que acumulava cargo público na Câmara Legislativa do Município do Rio de Janeiro”, diz o texto.

Amorim ficou connhecido durante a campanha eleitoral de 2018 por quebrar uma placa com o nome da vereadora assassinada Marielle Franco, em um ato ao lado do então candidato ao governo Wilson Witzel, em Teresópolis (RJ).

Redação

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