Jogo Sujo

Vereadores pedem abertura da CPI “Covidão Cuiabano”

A Câmara de Vereadores de Cuiabá aprovou a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar a suspeita de desvios de recursos da Secretaria municipal de Saúde. O vereador Marcus Brito Junior (PV) reuniu as assinaturas necessárias para o requerimento apresentado pelo vereador tenente-coronel Paccola (Cidadania).

Um total de 18 parlamentares assinou o documento. A Comissão já está sendo apelidada de CPI “Covidão Cuiabano”. O prazo para as investigações é de 120 dias. Os vereadores devem investigar a existência de uma suposta organização criminosa que teria desviado vultosos recursos da Secretaria de Saúde.

“Diante de tantos escândalos, não pode a Câmara de Cuiabá, que tem em seu mister constitucional a fiscalização dos atos do Poder Executivo, permanecer inerte como se conivente ou partícipe fosse”, justificou o vereador Brito Junior, fazendo referência a recentes operações realizadas pela Polícia Civil e Polícia Federal.

O parlamentar garante que a intenção é promover uma investigação séria e transparente, de forma correta e bem fundamentada. Paralelamente, afirma que a Comissão ainda pretende construir um relatório construtivo, que visa sugerir alternativas para que episódios como esses não voltem a ocorrer na administração municipal, especialmente na Secretaria de Saúde.

Prefeito está afastado do cargo desde outubro por nomear apadrinhados

Conforme o blog noticiou, o prefeito Emanuel Pinheiro está afastado do cargo desde 19 de outubro por decisão do desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Foram constatadas nomeações de apadrinhados políticos para cargos comissionados na Saúde. A primeira-dama, Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro, também é investigada. O chefe de gabinete do prefeito, Antônio Monreal Neto, chegou a ser preso.

No início de novembro, a bancada do prefeito na Câmara chegou a barrar, por 17 votos a 6, a criação de uma comissão que poderia cassá-lo devido a nomeações ilegais de centenas de servidores na Secretaria de Saúde.

Redação

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