Jogo Sujo

Calote do Detran-RJ causa apagão em serviços públicos do Rio

Governador Claudio Castro - Agência Brasil

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é um síndico ausente. Desde ontem, o Rio vive um apagão em serviços fundamentais sem qualquer pronunciamento da sua parte. Há mais de 12 horas, cidadãos têm encontrado sérias dificuldades para liberar corpos de familiares no Instituto Médico Legal (IML), uma vez que as atividades de identificação por impressão digital do Instituto Felix Pacheco estão paradas.

Em outro front, o trabalho de triagem e verificação da identidade de presos nas penitenciárias do estado também foram suspensos. Pode piorar: a população do estado enfrenta a ameaça de um locaute tecnológico no sistema de segurança pública. Um nome liga todas as pontas desses caos: Detran-RJ. A política do calote adotada pela diretoria do Detran-RJ – alguns prestadores de serviços não recebem há mais de um ano – tem provocado um efeito cascata que vai muito além da emissão de carteiras de habilitação e atividades afins.

Prestadores de serviço do Detran-RJ cruzaram os braços por falta de pagamento

A interrupção do SEI poderá provocar falhas em atividades fulcrais da segurança pública, como identificação de criminosos e de presos – inclusive foragidos –, serviços de perícia técnica e de papiloscopia. Nos últimos dias, diversos prestadores de serviço do Detran-RJ têm interrompido suas atividades por falta de pagamento.

Conchavos políticos, sucessivas trocas de comando, contratos desrespeitados, atrasos de pagamento, serviços ineficientes e muita corrupção. Esta é a tônica do Detran-RJ, potencializada por sua péssima gestão desde a posse de Wilson Witzel. Cláudio Castro, substituto de Witzel, não faz por menos.

Em apenas dois meses de governo, o calote contra prestadores de serviços se acentuou, com a suspensão de atividades essenciais. A estatal já está no seu quinto presidente desde janeiro de 2019. O atual, Adolfo Konder, dá prosseguimento à política do calote instituída por seus antecessores.

Redação

Redação

6 Comentários

  • Lamentável, cidadão paga impostos caros pra ter serviço de má qualidade, já que o estado não consegue dirigir o órgão melhor privatizar, aqui nesse país tudo que está na mão do governo só vira maracutaia, pobre Rio de Janeiro, cidade maravilhosa com uns governantes imprestáveis, só pensando em lesar o erário.

  • Quem paga a conta somos nós que trabalhamos em meio a uma pandemia e nao recebemos. Eles simplesmente nao pagam e saem impune Detran e a empresa e nos saimos lesados empleno natal e ano novo sem nada enquanto a familia deles com mesa farta com dinheiro do povo. Usam argumentos ridículos de burocracia e pandemia pra justifica o injustificável. Cadê vice ministerio público cade você tribunal de contas, cade vc sindicato? Cade vc ministerio do trabalho? Vao agir sobre aos que saem pesado e pede somente o que é
    de direito ou vai usar de mesmo argumentos baratos ?

    Uma vergonha para um orgao quearrecada muito e nao tem concorrencia alguma. usar pessoas de bens e a população para fazer esses calotes.

    Vejo pessoas que moravam de aluguel ter sido despejados de casa, familias vivendo de ajuda de outros, dividias em bancos pq nao recebeu para pagar suas contas e vcs aindq conseguem dormir tranquilamente e ainda ter a cara de pau de dizer q desejam um feliz 2021 melhor a todos. Quanta hipocrisia e falta de empatia. Vcs sao vergonhosos e nao merecem serem chamados de humanos senhores representantes do Detran e compania!

    • A planejar, empresa terceirizada saiu em dezembro de 2020, não pagou o salário de novembro e a rescisão toda errada, alegando que o DETRAN não repassou. A empresa nova ainda não assinou as carteiras, esse é o nosso governo estadual, esse é o BRASIL

  • Nos Postos de Vistoria do Detran-RJ, TODOS os terceirizados estão trabalhando sem contrato, sem carteira assinada e desempenhando atribuições típicas dos Servidores Públicos do DETRAN.
    Existem terceirizados que ganham um salário maior que os Servidores do Nível Médio do Detran.