Jogo Sujo

Combate ao coronavírus: polícia apura crimes contra a economia popular em diversos estados

álcool em gel

Consumidores denunciam aumentos abusivos e injustificados de álcool em gel, máscaras e luvas

Policiais em diversos estados do país estão apurando crimes contra a economia popular em função do aumento abusivo de preços de produtos usados no combate à propagação do coronavírus, como álcool em gel, máscaras e luvas.

Em Cascavel, na Grande Fortaleza, a proprietária de uma farmácia chegou a ser presa nesta quarta-feira (18/3) pelo aumento abusivo do preço: o frasco de álcool gel de 50 gramas no estabelecimento subiu de R$ 1,99 para R$ 11,99. Além disso, ela confessou que comprava frascos menores e vazios para enchê-los com álcool em gel. Em seguida, revendia os frascos por preços superiores à média dos produtos e sem justa causa.

No Pará, a polícia civil, por meio da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor), Diretoria de Operações e Investigações Especiais (Dioe), Núcleo de Inteligência Policial (NIP) e Vigilância Sanitária, com apoio do Procon, criou uma força-tarefa para apurar os crimes – previstos na Lei 1.521/1951. As denúncias no Pará podem ser feitas pelo canal interativo “Alô Cidadão” (99991-0009), por meio de mensagens instantâneas, e canal 151 (Disque-Procon).

Já em Goiânia, uma ação conjunta entre a polícia civil e o Procon apurou denúncias de aumento injustificado de álcool em gel e 70% , máscaras e luvas. De acordo com o delegado Gylson Ferreira, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), a investigação começou após várias denúncias.

“Elas disseram que os preços subiram demais nos últimos dias. Vamos apurar por quanto era vendido em janeiro e fevereiro e quanto está agora. Também veremos quando o comércio paga ao fornecedor e por quanto ele repassa para o consumidor final”, afirmou o delegado.

Denúncias devem ser feitas ao Procon
Em Porto Velho, capital de Rondônia, policias civis e agentes da Vigilância Sanitária, Procon e Inmetro autuaram uma farmácia por vender máscaras descartáveis pelo dobro do preço, passando de R$ 70 para R$ 150.

Em Niterói, na região metropolitana do Rio, policiais vistoriaram mais de 20 estabelecimentos comerciais para apurar denúncias de aumento injustificado de álcool em gel, máscaras e luvas.

A pena para pessoas flagradas cometendo este tipo de crime contra a economia popular é de dois a dez anos de detenção, além de pagamento de multa.

As denúncias podem ser feitas para o Procon através do telefone 151 ou pelos canais online do órgão em seus respectivos estados,

Redação

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