Jogo Sujo

Compras suspeitas para combater pandemia no Ceará estão na mira da PF

Operação Soroche

A Operação Soroche cumpriu mandados de busca e apreensão contra um grupo suspeitos de desviar recursos públicos federais destinados ao combate à pandemia no município de Maranguape, localizado na Região Metropolitana de Fortaleza (CE). Os contratos suspeitos somam R$ 3 milhões, valor que foi bloqueado das contas dos investigados, conforme autorizado pela Justiça Federal.

A PF ainda não revelou os nomes dos alvos da operação. De acordo com os investigadores, houve crimes de corrupção, malversação/desvio de recursos públicos federais e fraude em procedimento de dispensa de licitação no município de Maranguape.

O superintendente da Controladoria-Geral da União no Ceará (CGU-CE), Giovanni Pacelli, afirmou que existem quatro compras suspeitas:

  • 35 mil kits de alimentação escolar que custaram R$ 973 mil
  • 24 mil cestas básicas que custaram R$ 900 mil
  • Material médico ao custo de R$ 1,5 milhões
  • Quentinhas ao custo de R$ 543 mil

Uma auditoria da CGU e a investigação da Polícia Federal identificaram indícios de fraudes na escolha das empresas contratadas sem licitação, ausência de capacidade operacional ou técnica das empresas contratadas e existência de empresas de fachada. Além disso, há indícios de movimentação financeira suspeita, de conluio entre as empresas envolvidas para burlar a licitação e sobrepreço nos equipamentos adquiridos.

Mandados foram cumpridos nas residências dos investigados em Fortaleza e em Maranguape.

“A questão também do conluio de direcionamento. Algumas empresas se revezavam, uma ganhava, desistia e deixava para a segunda colocada que tinha um preço maior. Era tudo combinado. Isso a gente já tem elementos que provam que isso aconteceu, agora o que motivou isso ter acontecido, nós vamos descobrir agora com o material apreendido”, comentou o superintendente da CGU.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, ordenação de despesa não autorizada por Lei e organização criminosa. As penas podem chegar a 33 anos de reclusão.

Redação

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