Jogo Sujo

Esquema em concursos: operação no interior de SP prende agentes públicos e empresária

Operação Apaniguados

Gaeco e Promotoria de Macatuba deflagram Operação Apaniguados. Agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em nove cidades

Nesta manhã desta segunda-feira (7/10), o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Promotoria de Justiça de Macatuba deflagraram a Operação Apaniguados. O objetivo da operação é combater crimes de fraude à licitação, fraude a concurso público, falsidade ideológica e corrupção.

Segundo o apurado pela investigação, o grupo criminoso alvo da ação desta manhã era especializado em fraudar concursos públicos, especialmente de Consórcios Públicos. Suspeita-se de participação direta de agentes públicos, responsáveis pela indicação dos candidatos favorecidos, no esquema criminoso. Apurou-se, também, que o grupo pagava propina a agente público envolvido nos crimes.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em Campinas, Jaguariúna, Cosmópolis, Santo Antônio de Posse, Cordeirópolis, Nova Odessa, Holambra, Macatuba e Votuporanga. Em Campinas, as buscas foram feitas nos bairros Jardim Botânico e Cambuí. Há ainda buscas na Secretaria de Serviços Públicos de Jaguariúna, na sede do Consórcio Intermunicipal na Área de Saneamento Ambiental de Cosmópolis e na Secretaria de Serviços Públicos de Santo Antônio de Posse.

Os suspeitos detidos são o ex-secretário de Secretário de Obras e Serviços de Jaguariúna, Lucas Gabriel Lopes; Rosana da Graça Sciascia Ramos da Silva, sócia da Orhion Consultoria, empresa que organiza concursos públicos; Dimas Antonio Starnini, superintendente do Consab (Consórcio Intermunicipal de Saneamento Ambiental), localizado em Cosmópolis; Carlos Magno Lucon, diretor da Secretaria de Serviços Públicos de Santo Antônio de Posse; Luiz Carlos Borges Machado da Silva, presidente do Saae e secretário de Serviços Públicos de Cordeirópolis.

O promotor do Gaeco Daniel Zulian afirmou que a fraude começou em 2014 e prejudicou cerca de oito mil pessoas que participaram dos concursos. Ele explicou que o esquema alterava os cartões de respostas para ajudar os candidatos que seriam os indicados.

“Desde o princípio era uma licitação direcionada, após a empresa, que faria o concurso, vencer ela promovia o concurso e fraudava com as indicações políticas”, afirmou.

Fonte: MP-SP

Redação

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