Jogo Sujo

Ex-assessor do deputado Humberto Aidar é suspeito de fraudar licitações em Goiás

Operação Sócio Oculto

O ex-assessor do deputado estadual Humberto Aidar (MDB), José Tadeu Leite, de 61 anos, é o principal suspeito na Operação Sócio Oculto. A força-tarefa apura crimes de associação criminosa, peculato, fraude às licitações, falsidade ideológica e lavagem de capitais. As fraudes podem ter lesado os cofres públicos estadual e municipais em R$ 100 milhões.

A investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Goiás (MP-GO) incluiu a prisão temporária de sete pessoas, além do cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Nerópolis, Senador Canedo, Santo Antônio de Goiás, Uruaçu, Alto Paraíso de Goiás, Rubiataba, Brasília (DF) e em São Paulo (SP). A intenção da operação é desarticular um esquema de fraude a licitações e desvio de dinheiro público envolvendo 20 empresas com atuação em 30 prefeituras de Goiás e ao governo do estado.

Foram presos temporariamente o ex-assessor do deputado, José Tadeu Leite, de 61 anos; Frederico Santana Borges, de 38; Bruno Leal Aidar, de 52; Waldir Alves Freire, de 62; Ana Paula Loze de Faria, de 46; Fábio Cardoso Ferrreira, de 43, e Gilson Silva Queiroz, de 52. Entre os mandados de busca e apreensão estavam as Prefeituras de Senador Canedo, Nerópolis, Anicuns, Alto Paraíso, Uruaçu e Rubiataba. A Justiça autorizou  a quebra foram do sigilo bancário de 15 pessoas e oito empresas.

Até julho de 2017, de acordo com o Gaeco, a Construtora Torres recebeu mais de R$ 23,5 milhões dos cobres públicos municipais e quase R$ 1,7 milhão do governo estadual para a realização de obras públicas, apesar da sede da empresa constar em uma casa precária onde moram pessoas em situação de vulnerabilidade social. A empresa apresenta como sócio um pedreiro, que ganha entre R$ 80 e R$ 100 por dia, e que mal consegue se sustentar com menos de R$ 1 mil por mês. É o que contou ao MP-GO o próprio pedreiro Rubenil de Souza, que mora em Itauçu. Segundo ele, nunca foi sócio de nenhuma empresa e não conhece nenhuma das pessoas citadas pelos promotores.

A empresa é administrada por José Tadeu Leite, assim como outras 17 empresas descobertas na investigação, todas de fachada para competirem entre si em licitações fraudulentas.

“Além da Construtora Torres, outras empresas estavam registradas em nomes de laranjas, mas, de fato, eram comandadas por José Tadeu Leite, ex- assessor do deputado estadual José Humberto Aidar”, diz a decisão da 2ª Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais do Estado de Goiás.

As empresas investigadas pela Operação Sócio Oculto são: ACL Comércio de Materiais, Serviços e Realizações Ltda., AMJ Comércio de Metais e Equipamentos Industriais EIRELI, Evolução Engenharia – EIRELI, Exata Construtora EIRELI, Fernandes & Martins Construções Ltda., Forte Lonas Tecidos Ltda. , Isopor Comércio de Material de Construção Guanabara LTda., Master Comércio de Materiais, Serviços, Transportes e Realizações Ltda., Master Tubos, Acessórios Industriais, Comércio e Serviços em Geral Ltda., MYL Construções e Serviços EIRELI, Remasuper Distribuidora de Pelas Automotivas EIRELI, SPbox Materiais para Construção Ltda.-ME, Total Prestadora de Serviços e Locações.

Redação

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