Jogo Sujo

Ex-governador do Distrito Federal e Via Engenharia têm bens bloqueados pela Justiça

Estádio Mané Garrincha

Medida cautelar contra Agnelo Queiroz foi decretada por suspeita de desvios na construção do Estádio Mané Garrincha para a Copa de 2014. Cabe recurso

A Justiça decretou o bloqueio de bens do ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) e do ex-vice Tadeu Filippelli (MDB) por supostas fraudes na reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília.

A decisão liminar da juíza Acácia Regina de Sá, da 7ª Vara da Fazenda Pública, é uma medida cautelar que visa o ressarcimento aos cofres públicos caso os réus venham a ser condenados em função de desvios nas obras executadas para a Copa do Mundo de 2014. O caso foi investigado pela Operação Panatenaico.

Também tiveram bens bloqueados a empresa Via Engenharia, o seu sócio-diretor, Fernando Márcio Queiroz; o empresário Jorge Luiz Salomão e o advogado Luiz Carlos Barreto de Oliveira Alcoforado. Cabe recurso à decisão.

Reforma do estádio de Brasília foi a obra mais cara do Mundial realizado no país
A medida, segundo o processo, é para garantir o ressarcimento dos cofres públicos por desvios de dinheiro na construção do estádio — o mais caro da Copa realizada no Brasil. De acordo com o Ministério Público do DF, a obra custou R$ 1,1 bilhão: montante 70% acima da estimativa inicial.

O maior valor bloqueado, R$ 19,5 milhões, pertencem a Agnelo, entre valores individuais e solidários. Para Filippelli, o montante chega a R$ 24,7 milhões. A juíza aponta que, ao longo da execução da obra, houve “indícios de recebimento de valores e vantagens indevidos” entre todos os envolvidos.

A defesa de Luiz Carlos Barreto de Oliveira Alcoforado informou que a decisão é um “arrematado equívoco” e “está sustentada em versões mentirosas de lenientes cujas declarações foram desmentidas com provas documentais”.

 

Redação

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