Jogo Sujo

PF prende ex-senador do Pará Luiz Otávio Campos por suspeita de caixa dois

ex-senador Luiz Otavio Campos

Segundo a Operação Fora do Caixa, 1,5 milhão de reais foram pagos em 2014 para a campanha do atual governador Helder Barbalho

Em uma ação de desdobramento da Lava Jato, a Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (9/1) o ex-senador Luiz Otávio Campos (MDB), do Pará. A Operação Fora do Caixa investiga o pagamento de 1,5 milhão de reais da parte da Odebrecht, em três parcelas, para a campanha do atual governador do Pará Helder Barbalho (MDB) em 2014, durante a qual acabou derrotado por Simão Jatene (PSDB).

Helder não é alvo de mandados na operação. Campos, senador de 1998 e 2006 e empresário do ramo de navegação marítima e fluvial, é suspeito de intermediar o repasse não contabilizado. Ele também já foi alvo, em 2017, de uma operação que investigou pagamento de propina na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

A PF cumpre mandado de prisão contra outro investigado, no estado do Tocantins, além de seis mandados de busca (três no Pará, um no Tocantins e dois no Distrito Federal).

Colaboração premiada de executivos da Odebrecht revelou suposta propina
A investigação teve início a partir da colaboração premiada feita por dois executivos da construtora Odebrecht. Eles teriam relatado que a campanha de Helder recebeu R$ 1,5 milhão em três repasses, com a intermediação do ex-senador preso, em setembro e outubro de 2014. Os crimes investigados pela operação são falsidade ideológica eleitoral, que é o crime do caixa dois, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

“Durante o trabalho investigativo, foram encontrados indícios de que pelo menos um dos pagamentos foi realizado em endereço ligado a parentes do ex-senador da República citado pelos executivos”, afirmou a PF em nota.

O caso investigado inicialmente tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi encaminhado à Justiça Eleitoral em Belém após a decisão que confirmou entendimento sobre a competência da Justiça Eleitoral para processar e julgar crimes comuns em conexão com crimes eleitorais.

 

Redação

Redação

Comentar