Jogo Sujo

Novas revelações sobre rachadinhas envolvem Jair Bolsonaro; PGR recorre da anulação da quebra de sigilo de Flávio

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu hoje (15/03) da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que havia anulado as quebras dos sigilos bancários do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos -RJ) para a investigação do caso das “rachadinhas”. A PGR solicitou que o caso seja analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Conforme o blog noticiou em fevereiro, a maioria dos ministros da Quinta Turma do STJ formou maioria nesta para declarar a nulidade da quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e de mais 94 pessoas e empresas no âmbito das investigações sobre os desvios de salários de funcionários em gabinetes praticada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Agora, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Jorge Mussi, vai analisar os fundamentos do recurso feito pela PGR e decidir se o recurso deve ser encaminhado ao STF.

Também nesta segunda-feira (15/3), novas revelações sobre o caso foram publicadas na imprensa. O portal Uol revelou trechos das quebras de sigilo ocorridas em setembro de 2020, quando as investigações ainda não haviam sido contestadas. As informações envolvem transações suspeitas no gabinete do então deputado federal Jair Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro.

Salário de ex-funcionária do gabinete do então deputado Jair Bolsonaro foi sacado por sua ex-mulher 

Segundo a reportagem, o então deputado federal Jair Bolsonaro empregou em seu gabinete durante oito anos Andrea Siqueira Valle, a irmã de sua segunda mulher, Ana Cristina Siqueira Valle. Um ano e dois meses após a exoneração da ex-cunhada, Ana Cristina ficou com todo o dinheiro acumulado da conta em que Andrea aparecia como titular e recebia o salário. O saldo era de R$ 54 mil. Além disso, quatro funcionários que trabalharam para Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados teriam retirardo 72% de seus salários em espécie.

Movimentos suspeitos  finaceiros feitos pelo atual vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) também aparecem nas planilhas. Ao menos quatro funcionários do gabinete do vereador teriam sacado 87% de seus salários em dinheiro vivo. O Ministério Público do Rio de Janeiro apura a existência de “funcionários fantasmas” no gabinete do vereador.

Redação

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