Jogo Sujo

Toffoli recebeu R$ 4 milhões para favorecer prefeitos no TSE, delata Cabral

TOFFOLI

A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para investigar o ministro Dias Toffoli. Ele é suspeito de receber repasses ilegais em troca de decisões judiciais favoráveis a dois prefeitos. A suspeita surgiu após delação em acordo de colaboração premiada do ex-governador Sérgio Cabral no âmbito da Operação Lava Jato.

O ex-governador do Rio de Janeiro, atualmente preso, teria afirmado que Toffoli recebeu R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos do estado do Rio de Janeiro em processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dias Toffoli  atuou na corte eleitoral de 2012 a 2016, tendo sido presidente de maio de 2014 a maio de 2016.

O dinheiro teria sido repassado entre 2014 e 2016. A transação teria sido operacionalizada por Hudson Braga, ex-secretário de Obras do estado do RJ, com a participação do escritório da esposa de Toffoli, a advogada Roberta Rangel.

Em 2020, o ministro do STF Edson Fachin homologou o acordo de colaboração premiada firmado por Sérgio Cabral com a Polícia Federal. O acordo foi criticado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela força-tarefa da Lava Jato no Rio, sob a alegação de não terem sido apresentados fatos novos para as investigações.

Em nota, Dias Toffoli afirmou “não ter conhecimento dos fatos mencionados e disse que jamais recebeu os supostos valores ilegais”.

Redação

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