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Tornozeleiras eletrônicas superfaturadas em Rondônia

Tornozeleira

Ministério Público de Rondônia levanta suspeita e Operação Armagedom cumpre mandados de busca e apreensão em RO e SP na manhã de hoje

As investigações do Ministério Público de Rondônia (MPRO) apontam que, desde 2011, foram fraudadas licitações para a aquisição de tornozeleiras eletrônicas destinadas ao monitoramento de condenados do sistema prisional no cumprimento de suas penas.

Apesar de a empresa envolvida apresentar preços excessivamente acima do mercado – inclusive sendo investigada em outros estados – obteve diversas vezes a prorrogação dos contratos. De acordo com os investigadores, essa prorrogação teria acontecido mediante pagamento de propina a servidores públicos.

A Operação Armagedom, que investiga o caso, cumpriu vários mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia e São Paulo nesta quinta-feira (6/2). O esquema criminoso estaria ocorrendo no âmbito da Secretaria de Estado de Justiça de Rondônia (Sejus). A operação é um desdobramento da Operação Termópilas (2011) e da Operação Platéias (2014), por meio das provas compartilhadas judicialmente, reforçadas por elementos obtidos na Operação Zuzá (2017) do Ministério Público do Rio de Janeiro, onde se revelaram esquemas criminosos envolvendo empresas, servidores públicos e agentes políticos.

A suspeita é de crimes licitatórios, corrupção ativa e passiva, peculato e improbidade administrativa.

Redação

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