Jogo Sujo

Contratos de TI da Codesp e do DNIT na mira da Polícia Federal

DNIT em Brasília

Operação Vaporware cumpriu mandados de busca e apreensão em empresas e nas residências de empresários e servidores no DF

Suspeitas de fraudes em contratações de serviços de Tecnologia da Informação (TI) por diversos órgãos, como a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), foram alvo da Operação Vaporware da Polícia Federal. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em empresas e na residência de empresários, servidores e ex-servidores públicos, no Distrito Federal.

Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), os desvios apurados até o momento estão em torno de R$ 23 milhões e podem chegar a R$ 70 milhões. Os mandados foram expedidos pela 15ª Vara Federal, em Brasília.

As investigações apontam que houve irregularidade no contrato de nº 504, firmado em 2016, firmado pelo DNIT, fruto de adesão à ARP da Secretaria de Portos. O documento consta na Ata de Registro de Preços (ARP) da extinta Secretaria de Portos de Presidência de República. O acordo de prestação de serviço “originou adesões pelo Ministério da Integração Nacional (MI), Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP)”, diz comunicado da Polícia Federal.

Para a Controladoria Geral da União (CGU), “as mesmas irregularidades encontradas no DNIT teriam se repetido nos demais órgãos contratantes”.

A Operação Vaporware aprofundou investigações a partir do compartilhamento de informações da Operação Tritão, que teve foco nas contratações de TI da Codesp. Na ocasião, a PF apontou fraudes na contratação da digitalização de documentos com a MC3 Tecnologia e irregularidades na contratação de serviços de informática com a N2O Tecnologia, além de pagamento indevido realizado para outras empresas.

Redação

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