Jogo Sujo

Eike Batista firma delação e multa de R$ 800 mi será destinada ao combate ao coronavírus

Eike Batista

Será o maior valor pago individualmente no âmbito da Lava Jato. PGR pede que montante seja gasto no combate à covid-19

A Procuradoria-Geral da República fechou acordo de delação premiada com o empresário Eike Batista, que deverá pagar R$ 800 milhões em multas e ficar na cadeia por um ano e em prisão domiciliar por 12 meses, e ainda deverá cumprir outros dois anos no regime semi-aberto.

Do montante, R$ 116 milhões deverão ser pagos à vista e o restante da multa deverá ser parcelado em quatro anos. As prestações desembolsadas nesse período também poderão ser aplicadas no enfrentamento à covid-19, se necessário, ou gastas com outras prioridades da área.

Eike Batista foi preso pela segunda vez no âmbito da Operação Segredo de Midas, em agosto.

O acordo ainda precisa ser assinado antes de ir para o  Supremo Tribunal Federal, onde vai depender da homologação do ministro Edson Fachin, responsável pelos casos da Lava Jato na Corte.

“Precisamos que os devedores paguem suas dívidas com a sociedade: reclusão; com o Estado: dinheiro”, afirmou Aras.

PGR também quer que multa paga pela JBS vá para o Ministério da Saúde
Com o acordo, individualmente, Eike pagará o maior valor entre os acordos já fechados pela Lava Jato.

Uma vez assinado e homologado, a PGR vai pedir que o dinheiro seja encaminhado para ajudar no combate ao novo coronavírus. A PGR também negocia a repactuação do acordo firmado por executivos da JBS em 2017 e sugere reservar ao menos R$ 500 milhões para a saúde.

Eike Batista já chegou a ser o homem mais rico do Brasil e o oitavo mais rico do mundo. Ele foi preso pela primeira vez no final de janeiro de 2017 logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, vindo de Nova York (EUA). Em 2018, o juiz Marcelo Bretas sentenciou Eike a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Ele foi réu no mesmo processo em que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi condenado a 22 anos e 8 meses de prisão. Doleiros haviam afirmado que o empresário pagou US$ 16,5 milhões a Cabral em propina. O pagamento teria sido feito em troca de contratos com o governo estadual.

Redação

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