Jogo Sujo

Esquema desviou R$ 455 milhões de contratos de hospitais de campanha do Pará

Hospital de Campanha Santarém Pará

A segunda fase da Operação SOS, que investiga desvios em contratos de organizações sociais (OSs) para a gestão de hospitais públicos no Pará, foi deflagarada hoje (18/8) pela Polícia Federal. Foram cumpridos 95 mandados de busca e apreensão, 54 mandados de prisão temporária e seis de prisão preventiva em oito estados no total. Além do Pará, a operação foi realizada em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas, Ceará, Espírito Santo e Mato Grosso.

A atual fase, batizada de Reditus, tem como objetivo apurar as suspeitas de formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou sequestro de bens da pessoa apontada como o principal operador financeiro do esquema, além do bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. Duas empresas usadas para a lavagem de dinheiro foram suspensas.

As Organizações Sociais cujos contratos são investigados são o Instituto Panamericano de Gestão (IPG); a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Birigui; a Associação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu; e o Instituto Nacional de Assistência Integral (Inai). Estão sob suspeita as administrações dos Hospitais de Campanha de Santarém, Breves, Belém e Marabá. Outras unidades de saúde também firmaram contratos suspeitos, como o Hospital Público Regional de Castanhal o Hospital Público Geral de Castelo dos Sonhos ( Itaituba), o Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS) e o Hospital Regional dos Caetes.

Cerca de R$ 455 milhões teriam sido desviados pelo esquema, calculam os investigadores. Os contratos datam dos anos de 2019 e 2020. O total do valor dos contratos passa de R$ 1,2 bilhão e envolvem quatro organizações sociais, cinco hospitais públicos e quatro hospitais de campanha montados para enfrentar a pandemia. Conforme informado  pela PF, os serviços eram superfaturados ou não eram prestados.

Conforme o blog noticiou em setembro de 2020, a Operação SOS teve entre os alvos de busca e apreensão o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e secretários do governo. Na ocasião, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará, Parsifal de Jesus Pontes, o Secretário de Transportes do estado, Antonio de Padua, e o assessor de gabinete do Helder Barbalho, Leonardo Maia Nascimento, foram presos.

Redação

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