Jogo Sujo

Representante da Davati admite que sabia sobre propina de US$ 1 por vacina

O representante no Brasil da Davati Medical Supply, Cristiano Carvalho, admitiu à CPI da Covid nesta quinta-feira (15/7) que soube sobre o pedido de propina para venda de vacinas ao Ministério da Saúde.

“Primeira vez que veio diretamente a mim, sobre, ah, o nome do Robero Ferreira Dias envolvido nisso foi, acredito eu, que no dia 12 de março, na minha vinda até aqui (Brasília). Estávamos na Senah [ONG evangélica que participou das conversas]”, afirmou Carvalho.

A suspeita de cobrança de propina foi revelada pela imprensa na entrevista com o policial militar Luiz Paulo Dominghetti. Ele afirmou que o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou, durante jantar, em 25 de fevereiro, US$ 1 por cada dose para destravar a aquisição de 400 milhões de doses da AstraZeneca.

“Eu não participei do jantar, sempre foi… tudo que ele (Dominghetti) estava dizendo ali eu não tinha certeza. Eu não podia confirmar que havia existido esse pedido de propina. Deixei claro até como colega que ele vir numa comissão [a CPI] como a dos senhores, com a presença de Policia Federal, para ele ter cuidado, certeza do que ele estava fazendo, para ser fidedigno”, comentou Cristiano em depoimento à CPI da Covid.

Segundo a testemunha, o suposto pedido de propina foi relatado por Dominghetti em 12 de março. Mais cedo, Cristiano havia dito que soube de um pedido de comissão, não de propina, que seria reservado para o “grupo” ligado ao coronel da reserva Marcelo Blanco, ex-assessor de Dias na Saúde, e a um empresário chamado Odilon.

Cristiano disse que parecia haver dois caminhos para a venda de vacinas no Ministerio da Saúde: por meio de Dias ou via Elcio Franco, coronel da reserva e ex-secretário-executivo da Saúde.

“Havia dois caminhos no ministério, aparentemente. Um era via Elcio Franco, e outro pelo Roberto Dias. O caminho que ele (Dominghetti) tentou via Roberto Dias aparentemente não prosseguiu por conta de algum pedido que foi feito, lá, segundo chegou para mim no primeiro momento como grupo do Blanco ou do Odilon”, detalhou Cristiano na CPI da Covid.

Redação

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